6 de agosto de 2010

Don Giovanni Cabernet Franc 2005 #cbe


Olá amigos! O De Vinho em Vinho andou meio parado, pois estava de férias e andei distante do blog, embora tenha, obviamente, tomado vinhos. Na verdade, em um determinado momento bem atarefado de junho me senti na obrigação na atualizar o blog. Essa obrigação começou a me incomodar, já que eu criei esse espaço para funcionar como escape e trazer tranqüilidade. Assim, fiquei sem atualizar o De Vinho em Vinho, quase como uma disciplina, no sentido de não deixar esse hobby virar uma atividade com prazos, etc., porque dessas já tenho bastante.


Enfim, esse é o 45º vinho comentado pela Confraria Brasileira de Enoblogs. O tema do mês de agosto foi um Cabernet Franc produzido no Rio Grande do Sul. Fiquei animado no princípio, pois gosto da uva e minha última experiência foi ótima (relembre). Além disso, ia a Porto Alegre na primeira semana de julho e poderia, como de fato fiz, comprar o vinho in loco. Escolhi o Don Giovanni Cabernet Franc 2005, após muita dúvida entre a safra de 2005 e 2006. O vinho é elaborado com uvas cultivadas em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.


Pois bem, minha alegria acabou quando voltei de Porto Alegre e abri o vinho para tomar em um jantar aqui em casa (felizmente, sem convidados). O vinho nitidamente passou seu auge (se é que chegou a tê-lo). Sua cor lembrava vinhos oxidados, com tons alaranjados. Os aromas não eram claros, com algo de acetato, sem fruta, sem aromas secundários, enfim, bem fraco. Na boca, estava ácido, com alguma fruta, mas totalmente sem corpo e com final curto. Quem sabe a safra de 2006 seja melhor ou eu tenha dado azar com a garrafa. A questão é: compro outra? Acho que posso fazer investimentos melhores. Paguei R$34 pela garrafa, em uma loja no aeroporto de Porto Alegre. Pelo menor fiz uma marinada para um carré de cordeiro que asso amanhã na grelha! Vamos ver...






20 de junho de 2010

Nederburg Twenty 10 Cabernet Sauvignon 2007 #cbe


Eis minha contribuição extemporânea para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Todos os meses um confrade sugere um vinho (ou tema de degustação) e cada blog participante posta suas impressões no dia primeiro do mês. Este é o 43º vinho avaliado para a CBE (relembre o último, clicando aqui).

Mas com a Copa do Mundo na África do Sul em pleno andamento, esse mês resolvemos postar um vinho sul-africano no dia 15/06 - o meu chega com certo atraso.

Escolhi o Nederburg Twenty 10 Cabernet Sauvignon 2007 por duas razões: primeiro por ter sido um presente do meu amigo Renato Espanhol, depois por se tratar do vinho oficial da copa, trazendo inclusive o logo da Fifa na garrafa. Deixei essa razão em segundo lugar de propósito, porque, sendo sincero, acho chato esse negócio de vinho oficial. A África do Sul tem excelentes vinhos, e posar de oficial pode obscurecer o talento do país devido a uma estratégia de marketing. Felizmente, a vinícola Nederburg é antiga e tradicional no país, oferecendo vinhos de qualidade.

Bom, esse aqui é elaborado com 100% Cabernet Sauvignon, com uvas provenientes de vinhedos em Stellenbosch. Sua cor é rubi, com halo aquoso ainda em formação. Seus aromas lembram frutas negras e alguma sugestão de especiarias - e talvez madeira tostada também. Na boca, o equilíbrio chama a atenção. Nem os 14,36% de álcool chegam a aparecer. O final é médio, mas bem interessante. Custa aproximadamente R$36 e vale a pena ser degustado ao longo da Copa!


1 de junho de 2010

Miolo Terranova Moscatel #cbe

Este é o 42º vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Dessa vez a escolha foi da Fabiana Andrade, do Vim, Vinho, Venci: qualquer espumante produzido no nordeste.


Escolhi de última hora esse Terranova Moscatel, elaborado pela Miolona fazenda Ouro Verde, Bahia. Já havia comentado por aqui o Terranova Blanc de Blancs (relembre).


Minha impressão sobre o primeiro foi melhor que esta. Esse moscatel é doce (bem doce aliás) e sem muito frescor. Sua cor é amarela, com formação de bolhas (perlage) finas e persistentes. No nariz, seus aromas são basicamente cítricos, não consegui sentir nada mais. Na boca é doce, com certo amargor e pouco álcool (7,5%). Enfim, um vinho simples, sem muito destaque e que combina melhor com sobremesas - com frutas tipo figo deve ser interessante. Talvez harmonize com um queijo mais salgado, mas só experimentando para ver se a força do queijo não vai matar o vinho. Paguei R$22, mas acho que não vale isso.








31 de maio de 2010

Montes Alpha Syrah 2007

Eis um excelente Syrah  do Chile!


Tomei esse Montes Alpha Syrah 2007, com meus amigos Rogério Parentoni, Mário Almeida e Fernando Noll aqui em casa.


O vinho é tem destaque, pois recebeu grandes notas do crítico Robert Parker (90 pontos) e da revista Wine Spectator (90 pontos), sendo ainda "altamente recomendado" pela revista Decanter.


Enfim, havia muita expectativa que felizmente foi cumprida. O vinho é elaborado pela vinícola Viña Montes e, embora o rótulo traga a variedade Syrah em destaque, na verdade o vinho tem um corte de 90% de Syrah, 7% de Cabernet Sauvignon e 3% de Viognier. Trata-se de um vinho muito elegante, com estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês.


O vinho tem cor vermelha, ainda com halo aquoso violeta, demonstrando sua jovialidade - o que indica que ele ainda pode esperar um bom tempo na garrafa. Seus aromas são frutados, com notas de baunilha e especiarias (mais pimenta do reino, na verdade) e algo sugerindo fumaça. Na boca, é equilibradíssimo, com balanço ajustado entre os taninos, a acidez e o álcool (14,5%). Fica melhor com comida que como aperitivo, tendo um final longo e frutado. Vale a pena investir nesse Syrah, que custa em média R$80.

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