26.3.09

Dão D.O.C. Club Des Sommeliers


Mais um vinho português, mas esse comprei aqui no Pão de Açúcar, em  Goiânia. Trata-se de um vinho com denominação de origem controlada da região do Dão, ao centro-norte de Portugal. O vinho é produzido e engarrafado pela Capivor, na região do Dão. É depois engarrafado sob o rótulo de Club Des Sommeliers e vendido a preços mais interessantes. Esse custou R$18,90 e pode ser encontrado nas lojas do Pão de Açúcar, em todo país.

Esse vinho é elaborado com as uvas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Jaen, e tem um teor alcóolico de 12,5%, o que o torna agradável e fácil de beber.

No copo, o vinho tem cor rubi com alguns reflexos alaranjados já em evidência. No nariz, aparecem aromas delicados de frutas vermelhas frescas, como cereja, e algo doce, lembrando fruta passa. Na boca persiste o frutado e não há amargor. A acidez é correta e o vinho é equilibrado. Trata-se de um vinho simples, honesto e uma boa pedida para o dia-a-dia, acompanhado refeições com massas ou carnes vermelhas com molho. É também bom para petiscar com queijos, em especial os de massa dura.

24.3.09

Cremaschi Furlotti Selección Carmenere 2006 e Merlot 2006

Olá pessoal!

Aqui vão mais dois vinhos comentados por meu amigo Rogério, especialmente para o De Vinho em Vinho. Ambos são elaborados pela vinícola Cremaschi Furlotti, do Valle del Maule, Chile. Seguem abaixo os comentários do Rogério:


"[O primeiro...] trata-se de um Selección Carmenere 2006. Ao nariz apresenta o aroma tipico dos carmenere produzidos no Chile: frutas maduras com toque de especiarias, em especial pimenta. A cor e púrpura intensa. A julgar pela madeira deve passar no mínimo por seis meses em barricas de carvalho. Os taninos estão domados, a acidez está equilibrada, mas a persitência é modesta. Uma massa ao pomodoro pouco condimentada é um bom acompanhamento para esse vinho. Em Belo Horizonte, só o encontrei em lojas do supermercad Carrefour, que parece ter importado uma generosa parcela. O preco, talvez por isso, torna-se acessivel aos enófilos de posses modestas: R$ 19,99."







"Por outro lado, [o segundo...] Merlot Selección 2006, do mesmo ano de safra do anterior, embora seja um vinho honesto, com acidez equilibrada e taninos domados, não retribui ao nariz e a boca como o faz o Carmenere. O preço também é o mesmo cobrado por una botella do Carmenere".


14.3.09

Vinhos de Portugal (4) - Cartuxa DOC Alentejo Reserva 2005


Este vinho é elaborado pela Fundação Eugênio da Almeida (por meio da Adega da Cartuxa) em parceria com enólogos da Universidade de Évora. Trata-se de um corte (i.e. uma mistura) das uvas Trincadeira, Aragonês e Alfrocheiro. O vinho estagiou por 15 meses em barricas de carvalho francês e mais 12 meses em garrafa. Trata-se de um vinho com muita personalidade e feito com extremo cuidado.

Isso é relfetido no copo, no narizm na boca... o vinho é excelente! "Exptacular!", como diz meu amigo português, Miguel Araújo. Aliás, o Miguel foi quem me apresentou o vinho, oferencendo uma garrafa em um jantar agradabilíssimo! 

A cor do Cartuxa é um vermelho bem escuro, com alguns reflexos atijolados. Seus aromas são complexos e deliciosos, lembrando frutas vermelhas bem maduras (ameixa, amora, framboesa), frutas negras e passas (cassis), doces em compotas, madeira e baunilha. A entrada doce aparece de imediato, depois o vinho se abre e o frutado aumenta, aparecendo também algo de especirarias e café. Fantástico! Na boca é muito equilibrado, com taninos redondos, eveludados, o álcool elevado (14%) sequer é percebido. Seu retogosto lembra algo tostado e o final é persistente e sem nenhum amargor. Enfim, para o vinho que foi o maior destaque da minha visita à Portugal, 5 tacinhas com orgulho!

Procurei o vinho na internet e achei alguns revendedores no Brasil. Por aqui ele custa em média 55 euros. Achei no Brasil entre R$92-127. Passa do limite do blog, mas não dá pra deixar de fora.

13.3.09

Vinhos de Portugal (3) - Borba DOC Tinto 2007


Tomei esse vinho em uma recepção na Universidade de Évora. O vinho é simples, mas bom. É honesto, quero dizer, sem muitas pretensões, mas vai muito bem com comida. Casou lindamente com um prato alentejano a base de carne de porco.

No copo o vinho é vermelho rubi e chorão. No nariz, mostra-se um vinho bem frutado, com frutas vermelhas evidentes e sem muito mais complexidade. Na boca, contudo, a acidez destaca-se acima do desejado. Ainda assim, cortou um pouco da gordura do porco, mas acho que pode ficar ainda 1 ano na garrafa para que fique mais equilibrado. Seus taninos já estão macios, mas sua acidez e álcool
 (13,5%) deixam-lhe um pouco rústico. Definitivamente melhor com comida que como aperitivo.

12.3.09

Vinhos de Portugal (2) - Monte Velho Tinto 2006



Mais um vinho tomado aqui em Lisboa. Esse tomei com meus amigos José Alexandre e Thiago Rangel num restaurante do Rossio!

O vinho, na taça, tem cor rubi intenso e é bastante chorão (13,5% de álcool). Seus aromas são frutados, lembrando frutas vermelhas maduras e alguma sugestão de madeira - o vinho fica em barrica de carvalho americano. Na boca, é um vinho bem equilibrado, com retrogosto frutado e taninos macios. Bem fácil de beber. No princípio pareceu-me simples, mas depois achei que era bastante correto. A combinação de uvas (Aragonês, Trincadeira, Baatardo e Moreto) é muito agradável. Uma boa pedida para acompanhar pratos mais leves.

Acho que esse vinho pode ser encontrado no Brasil com certa facilidade. Vale à pena procurar!


11.3.09

Vinhos de Portugal (1) - Evel Branco 2007

Este fim de semana e segunda-feira estive em Portugal (Lisboa e Évora) e provei vinhos muito bons. Em uma série de 4-5 posts vou relatar alguns dos que tomei e consegui anotar algumas informações para colocar aqui no De Vinho em Vinho.

Até sábado estarei na Espanha e espero colocar alguns dos vinhos espanhóis aqui no Blog quando voltar ao Brasil.

O primeiro vinho então é o Evel Branco 2007. Trata-se de um vinho amarelo palha, com alguns reflexos esverdeados e muito agradável, produzido na região do Douro. Tem aromas de frutos brancos como o abacaxi e a pêra, além de notas florais (jasmim) e algo doce, provavelmente aportado pela uva moscatel. O vinho é um corte (i.e. uma  mistura) das uvas Malvasia Fina, Cerceal, Gouveio e Moscatel. Ótima opção para acompanhar peixes ou para tomar como aperitivo com os amigos. Por aqui, custou 9 euros.

8.3.09

Solar Del Paso Tannat Merlot 2004


Mais um vinho avaliado especialmente para o De Vinho em Vinho por meu amigo Rogério Parentoni. Dessa vez a pedida foi um vinho Uruguaio, o primeiro deste país comentado aqui no Blog.

Como curiosidade, descobri que em um período onde houve dificuldade de se encontrar uvas européias para elaboração de vinhos finos aqui no Brasil, a Cooperativa Vinícola Aurora descobriu o Cabernet Sauvignon e o Tannat uruguaios. A partir daí a empresa expandiu seu mercado, estabelecendo-se no Uruguai (na região de Canelones) para produção de vinhos finos. Hoje em dia, a Aurora é uma das maiores exportadoras daquele país. Além do varietal Marcus James (elaborado com Cabernet Sauvignon e Tannat), a vinícola no urugaui produz um corte Super-Premium Solar Del Paso Tannat-Merlot, é comercializado no Brasil e na Europa. Veja os comentários do Rogério sobre o mesmo:

"Apesar da crise, o Uruguai parece estar acreditando na expansao do mercado de vinhos. Degustei una botella de um corte tannat-merlot, Solar Del Paso, reserva, safra 2004, que apresenta alguma personalidade, alem do ótimo custo-beneficio (R$16,50 no supermacdo Supernosso em BH). O aroma lembra frutas maduras em compota. Os taninos estão macios, como deveria ser esperado pelo ano da safra e pela passagem em barril de madeira (estimo) pelo menos por seis meses. A graduação de 12.5% o torna de um paladar pouco alcoolico e agradável. Além disso, apresenta certa complexidade, que em degustação às cegas, dificulta sua localizacao geográfica, bem como, a identificação da uva. No entanto, Chico Coutinho, ao primeiro gole, identificou Merlot, mas nao Tannat. Enfim, tendo emvista o seu custo-beneficio, o Solar Del Passo pode ser considerado como umvinho poco mais que honesto, pois incita o paladar e olfato, especialamente secombinado a uma lasanha com molho pomodoro."


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7.3.09

Casa Valduga Premium Cabernet Sauvignon 2005


Este é um vinho bem cuidado e produzido pela vinícola Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, Serra Gaúcha, sul do Brasil. Também achava que era facilmente encontrado em supermercados Brasil afora e a preços convidativos (R$28-35), mas veja o comentário do VPT sobre encontrar esses vinhos nos supermercados - clique em comentários, ao final do post.

Este Casa Valduga Premium Cabernet Sauvignon 2005 tomei na casa do meu amigo Luis Peroni, por conta do seu aniversário. O vinho agradou a todos!

De cor vermelho e com reflexos algo atijolados, seus aromas remeteram-me a frutas vermelhas maduras como cereja e ameixa, além de madeira, aromas herbáceos e alguma sugestão de especiarias. O álcool se destacava um pouco. Na boca, era encorpado, com taninos marcantes e álcool ainda em destaque, mas sem trazer desequilíbrio ao vinho. O resultado foi bom, com um final médio e ligeiramente amargo. Vale à pena!
Com o bolo tomamos mais um nacional, o Aurora Varietal Colheita tardia. Relembre a avaliação desse aqui no De Vinho em Vinho, clicando aqui.




6.3.09

Finca Flichman Oak Aged Cabernet Sauvignon 2005


Mais um vinho degustado na casa do José Alexandre e Mariana. Tenho comentado alguns vinhos da Finca Flichman no De Vinho em Vinho (relembre o último aqui) e sempre destaco que os vinhos dessa vinícola são muito bem cuidados e tem um excelente custo benefício. Além disso, podem ser facilmente encontrados em supermercados no Brasil. Essa linha Oak Aged é especial por ficar mais tempo em barricas de carvalho.

Este vinho tem uma cor vermelho escuro, com lágrimas grossas que escorrem pela taça. Podemos dizer que é um vinho chorão. Seus aromas são de frutas maduras e há notas deliciosas de baunilha, tostado (fumacinha) e algo herbáceo. Na boca é um vinho encorpado, aveludado e com boa estrutura. Combina perfeitamente com queijos fortes!

Mais um tiro certeiro para agradar os amigos que gostam de vinhos secos e bem característicos. Esse é um Cabernet Sauvingon autêntico, na minha opinião.

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5.3.09

Miolo Terranova Balnc de Blancs Brut 2007


Tomei esse espumante na casa dos meus amigos José Alexandre e Mariana Telles. Celebramos algo especial e o espumante foi ótimo, contribuindo pra alegria do momento.

Esse espumante da Miolo é produzido no Vale do São Francisco e tem chamado a atenção de muita gente devido à sua qualidade. Tenho como proposta postar mais espumantes e brancos esse ano... vamos ver se consigo.

Esse aqui costuma sair por R$25 reais nos supermercados e é bem agradável. Este Blanc de Blancs é produzido pelo método Charmat e utiliza apenas variedades de uvas brancas, no caso desse vinho a Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo

Sua cor é amarelo-esverdeada e possui perlage fina e persistente. Seus aromas são de flores e frutos tropicias, como o abacaxi. O vinho tem acidez leve, sendo surpreendentemente refrescante. Não é tão seco quanto outros bruts do mercado e pode agradar facilmente quem quer degustar esse vinho como aperitivo. 

4.3.09

Ayres de Cafayate Malbec 2006


Este vinho foi-me dado de presente pelo meu amigo João Vasconcellos Neto, que o trouxe diretamente de Salta (custou $32 pesos por lá). Trata-se de um autêntico Malbec argentino produzido pela Bodegas Etchart, em Salta. Essa região concentra os vinhedos mais altos da Argentina, permitindo um amadurecimento lento e homogêneo das uvas. Além disso, no caso da Etchart, esse vinhos provêm de vinhedos com mais de 30 anos. A região, como comentei em outro post (relembre), tem me chamado a atenção pela qualidade de seus vinhos.

Este aqui não foge a regra e é, talvez, o melhor dos vinhos de Salta que provei. Sua cor é rubi profundo, com reflexos violáceos. No nariz, um malbec típico, com muita fruta madura, passa e baunilha devido à guarda em barricas de carvalho francês. Notei ainda uma sugestão clara de especiarias, acho que pimenta do reino. Na boca, o vinho é potente, quente e encorpado. Vale à pena experimentar com uma boa carne assada ou algo mais rústico como um churrasco! Nada aquém do que eu esperava... muito bom.


3.3.09

Beaujolais Villages Michel Picard


Mais um Beujolais comentado aqui no De Vinho em Vinho (relembre o outro). Este é ainda melhor e trata-se de um Beaujolais Villages. Eu gosto particularmente desses vinhos franceses, pois são bastante ligeiros e com álcool no ponto. Como devem ser tomados mais frescos, são uma boa pedida também para o nosso verão.

Beaujolais (lê-se bojolé) é uma região fa França localizada ao sul da Borgonha, ao norte da cidade de Lyon. Essa região produz vários vinhos e por lá a uva Gamay é a estrela principal, sendo usada na elaboração de seus ícones.

O vinho foi indicação e compra do André e custou R$55 no Pão de Açúcar, em Campinas. Embora ela fuja a faixa inicial proposta pelo Blog, resolvi colocá-lo aqui como uma boa indicação para ocasiões mais especiais. O vinho tem cor vermelho intenso, com aromas que lembram frutas vermelhas frescas como cereja, morango (talvez), além de um toque herbáceo. Na boca é leve, frutado e com taninos muito suaves. O vinho é muito bom, fácil de beber e vale à pena, embora seja um pouco salgado no preço!

2.3.09

Alta Vista Classic Torrontés 2007


Mais um vinho avaliado pela Confraria Brasileira de Enoblogs. Este é o 27º e foi escolhido por meu amigo Cristiano, do Vivendo Vinhos. Peço desculpas pelo atraso e pelo sumiço, mas como estou de mudança para Goiânia, tudo anda meio complicado. Pelo menos encontrei o vinho por aqui (me custou R$35).

Vamos aos comentários: antes de mais nada, foi muito bom provar esse vinho, porque nunca havia experimentado essa uva mediterrânea e que faz sucesso na Argentina. Depois, a vinícola produtora do vinho, a Bodega Alta Vista, é de Salta - uma região que tem me chamado bastante a atenção ultimamente. Aguardem em breve um post sobre um excelente Malbec dessa região.

Bom, a coloração do vinho é amarelo palha com alguns reflexos esverdeados. No nariz, o vinho mostrou-se muito aromático, com sugestões florais evidentes e frutos brancos como abacaxi, maça verde e pera (talvez!). Não consegui identificar nada de madeira, embora o rótulo indicasse guarda em carvalho. Contudo, percebi nitidamente algo doce, não sei bem o que era. Na boca, é muito refrescante, com acidez crepitante e álcool muito discreto, tendo em vista seus 14%. O final é refrescante e com notas de flores. Foi uma ótima experiência!